segunda-feira, maio 28, 2007

 

Aveiro

São 20h30 e eu mato saudades de Aveiro. Escrevo estas palavras sentado a uma mesa do Fórum Aveiro, usando uma bendita zona de Internet sem fios providenciada pela PT. Há uma luz de milagre que atravessa os arcos do Fórum vinda de longe, vinda da Barra, e que faz brilhar tudo, desde os minúsculos grãos de poeira suspensos no ar até ao grupo de de meninas de alcinhas e mini-saia que tagarela à porta da Bertrand. Gastei o meu dia de folga em Aveiro e chego a esta hora com a convicção de que os lisboetas (e neo-lisboetas como eu) nem sabem o que perdem. Não imaginam o que é morar numa cidade sem filas de trânsito, sem correrias, sem segunda circular. Uma cidade que resiste a tudo, até à falta de imaginação e à imensa lata de quem temporariamente a governa. Uma cidade banhada de luz, branca, que se aninha langorosa nos braços da ria. Ai que saudades, ai, ai.

|



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?