domingo, fevereiro 26, 2006

 

Salvador, Bahia

Ponto previo:

Quem passa por aqui com regularidade sabe que eu costumava colocar aqui o relato das minhas viagens. Mas parei há alguns meses devido a alguns comentários mais maldosos. Hoje vou fazer um break no break. Porra: paguei a viagem, estou de férias, não devo nada nem nenhum favor a ninguém. Por isso aqui vai.

Estou em Salvador da Bahia. Estou a escrever estas linhas no camarote de Gilberto Gil, o ministro da Cultura do Brasil, mas, sobretudo, um dos pais da Tropicália. Lá fora o grupo Rapazzolla canta "Vamos fugir" mas a minha vontade é ficar. Estão 30 graus no asfalto, é de noite e d
izem que andam nas ruas dois milhões de pessoas. Eu acredito. É gente, gente, gente até onde a vista alcança. Gente que pula, ri, namora, beija de língua, gente a pipocar, a corrrer, a tentar ser feliz. Um mar de gente na Baía de Todos os Santos. gente feliz.
Aqui, no camarote, há de tudo. Até um português gorducho a teclar num dos computadores cedidos gratuyitamente pela IG. Há tábuas de queijo, champanhe de cortesia, há gente bonita e muito feia e não há o Bono. Os U2 estiveram cá, mas já partiram para o Chile para outro espectáculo porque the show must go on
Sim, estive com Bono. O homem é de uma antipatia desarmante. Esperava alguém mais alegre, mas ele é sorumbático. O nosso encontro dará mat´[eria para outro post. Já The Edge é uma simpatia. Um dia destes coloco aqui as fotos. Agora quando canta, Bono transforma-se. É formidável. Canta da varanda do camarote do Gil um dueto com Daniela Mercury e a a multidão derrete-se. Literalmente.
Vou para a rua. Vou para onde o coração me levar, vestido com uma rasgada camiseta laranja. A vida é muito curta para tristezas. Darei notícias. Talvez.

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