terça-feira, agosto 23, 2005

 

Crisis? What crisis?#


Salvador da Bahia parece o Largo da Portagem num sábado à tarde. Acabo de ver passar o magnifíco reitor da Universidade de Coimbra, Seabrinha para os íntimos. Calças caqui com bolsos laterais, um t-shirt cinzenta, cabelo penetado para trás, barba desalinhada,sandálias nos pés, Seabrinha mais parece dos seus estudantes da sua universidade e não o chato e sério reitor que tem derrotado as adversidades pelo sono.
Há portugueses por todo o lado em Salvador, desmentindo a crise. Eles estão nos shoppings comprando calções de banho floridos e biquinis do tamanho de um selo do correio: eles e elas estão no mercado Modelo, apreçando redes e comprando artesanato. Ouve-se falar português com sotaque luso no Pelourinho, na Baixa dos Sapateiros, no largo do Pilar, nos restaurantes da moda, nas casas de pinga e charutos. Portugueses barulhentos, com máquinas fotográficas digitais e fitinhas do senhor do Bonfim, devorando com os olhos as mulatas que requebram subindo as ladeiras.
Apetecia-me mandá-los para casa mas sinto que não tenho esse direito. Afinal, eles são livres de se apaixonarem por Salvador. Eu apaixonei-me por Salvador. E os portugueses começam a fazer parte da paisagem. Por isso, resta-me aguentar. Com um sorriso amarelo, pá.

# Título roubado a um álbum dos Supertramp

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